Triumph e o desenvolvimento do protótipo TE-1

Triumph está trabalhando no desenvolvimento de uma elétrica. E está bem acompanhada



A iniciativa faz parte de um projeto em conjunto com empresas como WMG (Warwick Manufacturing Group) a divisão de mobilidade elétrica da Integral E-Drive e a divisão Advanced Engineering da escuderia Williams da F1. Cada uma das partes tem uma responsabilidade de peso: a Triumph é a responsável pelo desenvolvimento do quadro do protótipo e também do software de gestão dos sistemas elétricos que proporciona controle de tração, frenagem regenerativa e a resposta do acelerador. A WMG é encarregada de realizar medições e testes. A Integral E-Drive desenvolve o sistema de transmissão elétrico e a divisão da equipe inglesa de F1, é responsável pelo motor e o sistema de bateria.


“Este projeto vai fornecer um dos fundamentos para nossa futura estratégia de motocicletas elétricas, que está totalmente focada em entregar o que os condutores querem de sua Triumph” - Nick Bloor, CEO da Triumph.


Com design muito semelhante ao da atual geração da Speed Triple, o protótipo chamado TE-1 conta com motor que produz 130 kW, o equivalente a aproximadamente 174 cv de potência e pesa apenas 10 kg. Duas observações aqui: a primeira é que ele é bem leve em comparação aos demais motores elétricos de motos atuais. A outra é que novamente fica impossível não pensar em como 10kg representa apenas uma pequena parte do peso que um motor de combustão interna teria.



Por mais que as suspensões, o farol e a balança monobraço sejam idênticas ao da Speed Triple 1.200 RS, não se trata de uma Speed Triple com motor elétrico. A moto desenvolvida a partir do TE-1 Prototype é original e vai dividir espaço com as demais motos com motor de combustão interna da marca. Ainda não há previsão de lançamento afinal ainda está em pleno processo de desenvolvimento.


Os testes apresentados foram surpreendentes e os resultados obtidos pela Williams superaram qualquer bateria no mercado em termos de densidade de carga de energia e potência.



Um dos grandes atrativos do projeto é a bateria criada pela Williams. A peça, de importância fundamental em qualquer projeto elétrico, funciona como estrutura integral do quadro e contribui com o centro de gravidade mais baixo.



De acordo com Steve Sargent, Diretor de Produto da Triumph: “No geral, com o estilo, queríamos criar algo que fosse novo e estimulante, mas uma evolução natural da marca. Algo desejável por si só, com DNA Triumph e que não fosse diferente apenas pelo fato de ser diferente.”



“A principal atenção para nós foi obter a opinião dos consumidores sobre o que os pilotos desejam de suas motos e entender como uma elétrica pode entregar a experiência que desejam” relata Sargent. “Isso leva em conta o tipo da pilotagem, a autonomia, o comando e natureza da entrega de potência e torque, além de ergonomia e controles da moto. Levando todo esse feedback em consideração, começamos o design do chassi, focando em reunir tudo no Protótipo TE-1 de uma forma que forneça uma experiência de pilotagem nova, ainda que familiar. Começamos a definir a interação do motor e da bateria por meio do uso de refinamento de software para uma entrega de potência empolgante e acelerador responsivo que fornece controle e seja intuitivo para o piloto.”



Vamos aguardar para ver o que o futuro reserva para esse projeto. Se o desenvolvimento do TE-1 continuar nesse ritmo, ele deve manter a engenharia e o desenvolvimento de produto da montadora britânica à frente da indústria de duas rodas.








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