[Test-drive] Yamaha NEO 125: Uma boa (primeira) pedida

O modelo promete comodidade pra quem não tem tanta experiência e economia pra quem não tem tanta grana.

Pense em alguém que acabou de tirar a sua CNH de moto e, cansado da rotina de transporte público, busca um modelo para comprar. O medo de andar na cidade sob duas rodas está presente, afinal, mesmo sendo aprovado na prova, a insegurança do condutor que usará diariamente esse meio de locomoção prevalece. Se essa pessoa for jovem e universitária, podemos adicionar mais algumas características como a falta de grana. Foi com esses fatores em mente que a Yamaha criou a Neo 125.


O design descolado chama a atenção dos jovens: o scooter de entrada da marca japonesa chegou na versão 2018 com uma cara bem style. A mescla de cores e formas pode não agradar a todos, mas se destaca nas ruas. As rodas são pequenas, aro 14, de liga-leve. Na frente, os faróis em LED dão a cara futurista de dia e, à noite, iluminam como moto grande, apesar do tamanho. O painel é simples e direto, com velocímetro, quilometragem e informações sobre o tanque de combustível.


O modelo vem com dois porta-trecos, um para copos, no qual uma garrafa de 500 ml cabe tranquilamente, e outro onde o piloto pode guardar carteira e celular - o que não seria tão seguro. Ao lado, um gancho para pendurar uma mochila pequena ou uma sacola também pode ser útil.


O banco tem algumas ranhuras antiderrapantes, que ajudam o piloto a não escorregar em uma frenagem mais brusca. Com a chave, é possível abrir o banco para guardar o capacete, porém não são todos que cabem no espaço: são 14 litros disponíveis. Se você quiser, a Yamaha disponibiliza um modelo que se encaixa como um lego no porta-objetos. Não são bobos, né?



A moto tem um motor 125 cc com injeção eletrônica. Convertendo pra cavalos, seriam 9,8 a 8.000 rpm, com um torque de 0,98 kgfm. Mas não se engane: os baixos números não traduzem o que o scooter realmente proporciona no trânsito.


Por que os inexperientes iriam se sentir mais à vontade na Neo? Pela agilidade da pequena, a largada nos sinais e, o principal, câmbio automático. A insegurança das trocas de marchas fica para trás e a tarefa se torna prática e cômoda para quem não está acostumado. A transmissão é CVT, ou seja, é ligar, acelerar e frear. Aliás, por nisso, o modelo vem com sistema UBS (Unified Brake System), que faz a moto distribuir a frenagem dianteira e traseira quando a manete, que fica na mão esquerda, é acionada.


Em nosso test-drive feito no trânsito urbano, a Neo fez 40 km por litro e enchemos o tanque de 4,2 litros da magrela com apenas 13 reais.


Mas nem tudo são rosas. A praticidade da Neo é indiscutível, no entanto alguns detalhes podem ser melhorados para agradar quem já anda de moto e até o jovem universitário do nosso perfil.


O pneu é baixo e a suspensão é um pouco dura, fazendo você sentir praticamente todos os impactos e imperfeições das ruas. O retrovisor poderia ser maior e o tanque de combustível fica localizado embaixo do assento, obrigando o piloto a descer da moto, destravar e levantar o banco sempre que for abastecer, isso pode incomodar. Pra fechar o design digno de elogios, o painel poderia ser digital.



Durante nosso teste, a Neo foi invocada, econômica e atraiu os olhares curiosos dos motociclistas. Na abertura do semáforo, as saídas sempre impressionavam e chegávamos aos 80 km/h com facilidade. Só a partir daí ela nos lembrava que era um scooter de apenas 125 cc.


Seu preço beira os R$ 9.000 dependendo da concessionária e você encontra 3 opções de cor: branca, vermelha e cinza.


Para o nosso jovem universitário quebrado de grana que está dividindo o orçamento entre as refeições e a cervejinha do final de semana, do começo, sem dúvidas, a Neo é um belo negócio: prática, estilosa e econômica.



#yamaha #neo #scooter


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