O Guigo mandou eu fazer uma apresentação



Bem-vindos à coluna "Motos do Moreno", trocadilho infame proposto pelo Guigo Pinheiro que, ainda por cima, fontes afirmaram que ele teria me mandado escrever uma apresentação para vocês. Consultado pela coluna, Guigo ainda não se pronunciou.


Brincadeiras a parte, oi, eu sou Thiago Moreno, jornalista de formação que atua há mais de 12 anos no setor automotivo. Agora pode pegar essa informação e jogar fora. Pelo que entendi, vocês querem saber de moto, e fazem bem. A minha frota atual de duas rodas inclui uma Suzuki Intruder 2007 comprada zero por mim e uma Royal Enfield Bullet 500.



Como é uma apresentação, comecemos do início. Reconheço o privilégio de ter nascido em uma família onde a moto não só é aceita, como foi incentivada. Minhas primeiras fotos de bebê incluem eu, meu pai, minha mãe e uma das duas motos que ele tinha na época: uma Yamaha RDZ 135 ou uma Honda CG 125 Turuna. Minha mãe, que nem gosta tanto assim de guiar motos, andava numa Caloi Mobilete.



Lá pelos meus 10 anos, meu pai fez um sacrifício absurdo pra me comprar uma mini moto. Era uma Zanella 50 cm³ dois tempos que está na minha garagem também. Rodei até os pneus ficarem carecas e eu ficar parecendo o Guigo na Intruder. Pouco tempo depois, meu pai já me dava as chaves de uma RD 135 1989 que ele tinha na época, com cabeçote rebaixado, escape dimensionado e freio a tambor na frente. Loucura, loucura.


Sempre gostei de carros e motos, da liberdade, da fuga. A vida me levou ao jornalismo e o jornalismo me levou de volta aos carros. Hoje digo que manjo mais de carro, mas gosto mesmo é de moto. Praticamente qualquer uma, menos as esportivas carenadas. Essas não entendo o propósito.


Contando um pouco de bastidores, conheci o Guigo numa viagem para Manaus (AM) a fim de ver a fábrica da Honda. Num bate-papo regado a Heineken, vimos que compartilhávamos o mesmo apreço pelas motos esquecidas ou ignoradas pelo tempo. Isso, aqui no Brasil, pode significar qualquer coisa que não seja uma CG. Então foi daí que surgiu a ideia da coluna. Falar dessa paixão pelo que é renegado, quase que dó dos modelos que foram deixados de lado.


Por aqui devo contar como comprar uma Intruder definiu minha vida, ou ainda como troquei uma Suzuki Boulevard M800 pela Bullet enquanto todos diziam que era louco. Não é que eu goste de motos renegadas ou ruins, é que eu aprecio a pureza de propósito, a loucura de ideias novas, mesmo aquelas que não deram certo. Exemplo: um dos meus carros é um Gurgel BR800.


Então, além de eu ficar falando das minhas experiências e como eu meço a qualidade de um bar pela quantidade de Intruders na porta, podem esperar eu falando de coisas como as obscuras motos da MZ vindas para o Brasil, ou ainda a genialidade por trás de scooters como o esquecido BMW C1.


A ideia aqui era só fazer uma apresentação pessoal, nas próximas colunas eu vou me revelando um pouco mais. Tá satisfeito, Guigo?

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