Nova Electra Glide Standard. A touring sem frescura.

A Harley-Davidson Electra Glide Standard está de volta. Oferecendo aos pilotos uma versão simplificada dos modelos touring, a Harley diz que o novo modelo faz parte de sua campanha "More Roads" ao introduzir mais acessibilidade no segmento de motos peso-pesado conhecido como touring. Tudo isso para inspirar mais pessoas a se envolverem com o motociclismo. A ênfase aqui é na experiência de pilotagem crua e fundamental para os pilotos, em um pacote que oferece tudo o que você precisa, e nada que você não precisa.


Harley Davidson Electra Glide Standard: ênfase na estrada, não nos gadgets.

A Electra Glide foi lançada em 1965, último ano de fabricação do motor panhead, e tem este nome porque foi o primeiro modelo FL a ter partida elétrica. A Electra Glide Standard alcançou o auge de sua popularidade no início dos anos 2000 e foi descontinuada em 2009 quando a Harley-Davidson observou que o modelo vinha sendo cada vez menos vendido em função do aumento absurdo de vendas da Street Glide desde seu lançamento em 2006.


Electra Glide 1965.

De lá pra cá, muitas coisas mudaram nas motos touring, então não haviam dúvidas de que

caso a Electra Glide fosse relançada, ela viria com uma nova atitude. E veio. A começar pelo seu coração: aquele belo V2 Milwaukee Eight 107. Caso você ainda não conheça essa nova geração de powerplants da Harley-Davidson vou colocar lá no final do texto um vídeo de uma série de vídeos que fizemos para apresentar as novas Softail e Touring. Vendo o vídeo da Heritage Classic você acaba conhecendo este motor porque é o mesmo. Visualmente a moto é bem mais minimalista do que as irmãs mais caras. Não é a toa. Custando $18,999 a Electra Glide Standard é a mais em conta de todas as Harley-Davidson da família touring e inclusive mais barata do que várias da linha Softail como a FXDR e a Heritage Classic. Esse minimalismo começa no logotipo da marca pintado no tanque da moto: apenas o clássico bar-and-shield em vermelho. Bem old-school e sem frescura. E preto (vivid black) é a única opção de cor. Como diria Henry Ford, você pode escolher qualquer cor, contanto que seja preto. As novas rodas em alumínio fundido, os freios de 32mm e 4 pistões e o paralamas dianteiro são bastante diferentes da Electra Glide de dez anos atrás. A carenagem Batwing possui o Split Stream Air Vent que é um mecanismo presente nas Road Glide e até nas CVO que reduz a passagem de ar pela equalização da pressão entre a parte dianteira e a traseira da carenagem.




Em sua essência a FLHT é uma Street Glide porém sem todo o equipamento extra que a Street possui. Rádio, tela multimídia e alto-falatantes...mas não entenda mal, a Electra ainda é bem completa e tem cruise-control. As únicas coisas que faltam realmente são aqueles extras. Essa com certeza vai ser a opção de moto touring a ser customizada porque como ela já é bem mais simples, evita muito do customizador perder tempo removendo todos os acessórios eletrônicos que não são necessários na customização. A moto leva tão a sério o lema de "Stripped-Back Touring" (algo como "moto despojada para turismo") que ela vem com banco solo, mas você pode acrescentar o banco para o passageiro caso queira.

Apesar de ter sido lançada nos Eua apenas há alguns dias, já existem test-ride reviews no Youtube. Na maioria deles o pessoal falou que apesar de ser uma versão de entrada, ela não passa em nenhum momento esta impressão porque todos os componentes são os mesmo das versões mais completas. A suspensão dianteira é a mesma Showa Dual Bending Valve usada nas demais full‐dress, atrás a mesma suspensão ajustável e o mesmo chassi touring atualizado. Essa moto acompanha a evolução pela qual a família touring passou não apenas desde a renovação com o motor M8 mas desde o Project Rushmore inciado em 2014. Então em termos práticos não há diferenciação entre a pilotagem dela ou da Street Glide Special a não ser talvez pelo fato dela possuir apenas o toe shifter e não o heel shifter para trocar a marcha.


Ao invés de rádio, um porta-luvas. Pra que mais?

Essa moto é o que muitos pediam a Harley-Davidson Motor Company há muitos anos. Essa é a touring bike que você precisa se você prefere ouvir o som do vento ao invés de rádio.

Foi uma jogada muito acertada porque tudo o que eles fizeram foi pegar a performance de uma moto incrível que é a Street Glide, e tirar tudo que você não precisa para ser feliz em cima de uma moto. E você não precisa de muito. Você não precisa de uma rádio para pilotar centenas de kilômetros em um dia e você também não precisa de um GPS porque todo mundo tem Google Maps no telefone. Um suporte de celular para o guidão custa muito menos do que a diferença que você pagaria por uma moto com um sistema multimídia que ainda por cima teria uma tela tirando sua atenção enquanto você poderia muito bem estar admirando a paisagem. Essa é minha opinião. E é por isso que eu curti tanto esta moto. Tomara que venha para o Brasil.





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