Motos que gostaríamos de ver no Brasil: Kawasaki W800



A série W teve início junto com a produção de motores de alta cilindrada para o segmento de motos da Kawasaki. Lançada em 1965, a W1 com motor 624 cc e foi responsável por tornar a Kawasaki uma montadora respeitada e concorrente séria da Honda e Yamaha. A W1 foi substituída pela W2, que por sua vez cedeu o lugar a W3 até que em 1975 essa linha foi interrompida.


Atualmente a W em linha é a 800, uma moto lançada pela Kawasaki em 2018 na versão Cafe. Um ano depois foi lançada a versão simples (não cafe) e hoje a linha é composta por essa duas versões.


Porque ela é tão interessante?


Antes de qualquer coisa preciso dizer que nunca vi uma moto dessas ao vivo. Mas assim como várias coisas que temos acesso apenas pela internet, essa não parece ser algo que vai se tornar uma decepção caso eu a veja presencialmente, algum dia.


Com a W800 a Kawasaki encontrou harmonia entre cromo e preto. O departamento de design se atentou aos elementos certos para dar a carona vintage. Ela é uma moto bonita. Pontos como: escapamentos peashooter (garrafa de vinho), setas, paralamas e tampas do motor conversam diretamente com o público que se identifica com o estilo clássico dos anos 70. Ela é projetada para ser simples e direta, e mesmo pesando 224 kg, o que a torna pesada para sua categoria, ela poderia ser a opção de vários motociclistas que estão a procura da primeira moto.

No coração da W800, bate um bicilíndrico paralelo de 773cc, refrigerado a ar. O motor é acoplado a uma transmissão de cinco velocidades com embreagem assistida e deslizante e gera 52 cv de força.


Por sua sua faixa de preço ela parece brigar mais com as Royal Enfield 650 do que com as clássicas da Triumph. Atualmente a W800 custa $9,199 dólares. Esse preço deixa claro que o nível de detalhamento e acabamento geral da máquina é mais compatível com o da Royal Enfield e nos leva ao porquê de ela ser interessante em nosso mercado.

Hoje o segmento de motos inspiradas em cafe racers e roadsters clássicas se mostra aquecido no Brasil. Não chega a ser (e provavelmente nunca será) tão proeminente quanto o mercado de nakeds ou big-trails mas existe um nicho interessado nele. Nesse cenário, a W800 seria mais um ponto de interesse ao consumidor que tem em seu horizonte hoje apenas as inglesas ou as indianas.


Conversei com o gerente da Kawasaki do Brasil no Salão Duas Rodas no ano passado e aproveitei a oportunidade para perguntar se há alguma movimentação para trazer a W800 para o Brasil em um futuro próximo. Ele deixou claro que não. Para a Kawasaki do Brasil o mais perto que eles têm de passar perto desse segmento é com os modelos Z 900RS e Z 900 Café. Isso eles já tem feito e estão descobrindo que no Brasil existem apaixonados pela história de esportividade e paixão que essas duas motos trazem. Mas elas estão dentro do alcance de uma menor parcela do público.



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