Motores da Yamaha na F1

Em algum momento da história algum alto executivo da Honda decidiu que junto com o desenvolvimento de seus carros, a montadora iria investir em desenvolvimento e pesquisa de motores para F1. A Yamaha, por sua vez, preferiu investir em diversos outros segmentos pelos quais também ficou muito famosa como por exemplo sua extensa linha de instrumentos musicais, waverunners (jet-skis) e motores de popa.

Por isso é tão inusitado sabermos que durante um ( não tão) breve período da história, a Yamaha participou da Formula 1. Impulsionada por um certo sucesso em corridas automobilísticas no Japão nos anos 80, ela aproveitou o fim da primeira era turbo da F1, em 1989, fornecendo um V8 aspirado para a equipe Zakspeed.


Bernd Schneider pilotando o carro da equipe Zakspeed em 1981. Estréia do motor Yamaha na F1.

Porém, nem tudo é tão fácil quando se trata da mais exclusiva competição de automóveis do mundo, local para onde todas as atenções estão voltadas. O resultado almejado pela marca não foi alcançado. Faltava experiência para competir de igual para igual com as principais fabricantes do planeta sobre quatro rodas, e o resultado foi: das 16 etapas daquela temporada, em apenas duas o carro conseguiu se qualificar para a largada.

Surpreendidos com tanta defasagem, os japoneses optaram por não participar da competição no ano de 1990 e regressaram em 1991, fornecendo motores V12 para a equipe Brabham.


A equipe inglesa Brabham em 1991 utilizou o motor Yamaha OX99 3.5 V12.

Não é que os resultados tenham sido tão ruins quanto há dois anos, eles até foram bons o suficiente para garantir um contrato com a promissora Jordan para a temporada de 92. Mas este novo acordo só serviu para marcar um único ponto durante todo aquele ano, vindo pelas mãos de Stefano Modena na etapa derradeira, em Adelaide.

Deve ter sido uma sensação estranha para o pessoal da Yamaha. Afinal, porque uma das principais montadoras de motos do Japão, responsável por inúmeros projetos e motores maravilhosos não estava alcançando resultados remotamente parecidos com o da arquirrival Honda?


Carro da equipe irlandesa Jordan em 92. Terceira equipe a trabalhar com o motor da Yamaha.

Entre 93 a 96, aliada à Tyrrell, a Yamaha oscilou entre campanhas boas (94), regulares (96), decepcionantes (95) e catastróficas (93). A última aposta foi em 97 com a equipe Arrows. A contratação do campeão mundial Damon Hill, contudo, fez criar em torno do projeto uma expectativa maior do que a estrutura poderia suportar.

Exceto à quase-vitória na Hungria, o restante do ano foi de constantes frustrações. Estava dada a deixa para que a Yamaha deixasse a categoria de vez, pela porta dos fundos e sem deixar nenhuma saudade.


Damon Hill pilotando o carro da Arrows em 1997.

Para nós é melhor mesmo que ela continue fazendo suas motocicletas. Afinal, apesar de atuar em 116 Grandes Prêmios, teve apenas dois pódios na categoria. Apesar dos resultados insatisfatórios, a aventura da marca na Formula 1 serviu como base para o OX99-11 o primeiro e único supercarro a ostentar a marca Yamaha. Mas chega de carros por aqui. Hora de voltar a falar de motos.

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Carro da equipe inglesa Tyrrell de 1993 utilizava o motor Yamaha OX10A 3.5 V10.

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